Pedido mal instruído é pedido negado. O auxílio-acidente depende de demonstrar uma sequência de fatos, o acidente, o tratamento, a consolidação e a limitação que ficou, e cada etapa pede um documento diferente.
Documentos pessoais e de trabalho
- documento de identidade com foto e CPF;
- comprovante de endereço atual;
- carteira de trabalho, física ou digital;
- extrato do CNIS, que você baixa no Meu INSS.
Documentos do acidente
- CAT, quando houver;
- boletim de ocorrência, em acidentes de trânsito;
- ficha de atendimento de emergência ou prontuário do hospital;
- cartas de concessão e de cessação do auxílio por incapacidade temporária, se você chegou a se afastar.
Documentos médicos
- exames de imagem com os laudos escritos, do período do acidente e atuais;
- relatório médico recente, descrevendo a sequela, a limitação funcional e o caráter definitivo do quadro;
- descritivo cirúrgico, se houve operação;
- receitas de medicação de uso contínuo;
- relatório de fisioterapia.
O relatório médico é a peça que mais pesa. Peça ao seu médico que descreva o que você não consegue mais fazer, com termos objetivos, e que informe o CID e a data de início da limitação.
A descrição da sua função
Não é documento oficial, mas vale ouro. Escreva em uma folha o que a sua atividade exige na prática: peso que levanta, tempo em pé, repetição de movimento, uso de força, altura, exposição a vibração. Leve isso à perícia.
Como fazer o pedido
O requerimento é feito pelo Meu INSS, no aplicativo ou no site, ou pelo telefone 135. Escolha o serviço de benefício por incapacidade e indique que se trata de auxílio-acidente. Depois do agendamento, a perícia é a etapa decisiva, e vale ler antes o texto sobre como se preparar para a perícia.
Como pedir o prontuário e o PPP
O prontuário é do paciente, e hospitais e clínicas são obrigados a fornecer cópia mediante requerimento. Leve documento de identidade e peça por escrito, guardando o protocolo. O PPP deve ser entregue pela empresa no desligamento e pode ser solicitado a qualquer tempo, inclusive por quem já saiu.
Se a empresa encerrou as atividades, é possível buscar informações com o contador responsável, com o sindicato da categoria e em processos trabalhistas de colegas que tratem do mesmo ambiente.
Organize a sua pasta antes da perícia
Monte tudo em ordem cronológica, do acidente até hoje, com os exames mais recentes por cima. Separe uma via para entregar e mantenha os originais com você. Leve uma folha de resumo com as datas principais: acidente, cirurgia, início e fim do afastamento, retorno ao trabalho.
Esse cuidado simples muda a qualidade do atendimento pericial, porque coloca a história inteira à vista de quem tem poucos minutos para avaliá-la.
Um erro que custa o benefício
Marcar o serviço errado no Meu INSS é mais comum do que parece. Quem agenda uma perícia de auxílio por incapacidade e chega dizendo que trabalha normalmente recebe conclusão de capacidade laborativa, o que depois é usado contra o próprio pedido de auxílio-acidente.
Por isso vale conferir, antes de confirmar o agendamento, se o requerimento corresponde ao benefício que você realmente busca, e deixar isso claro na perícia.
Perguntas frequentes
Preciso de advogado para o pedido administrativo?
Não é obrigatório, mas a orientação prévia evita negativas por falha de instrução.
Perdi meus exames antigos. E agora?
Solicite cópia do prontuário ao hospital ou à clínica. É um direito do paciente.
Posso juntar documentos depois da perícia?
Na via administrativa o momento certo é antes. Em processo judicial há outras oportunidades.
Se quiser ajuda para montar o pedido do jeito certo, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.